Trump quer privatizar o sistema de controle de tráfego aéreo dos EUA

“A eficiência operacional de nosso espaço aéreo requer investimentos significativos em tecnologia em rápida evolução. Nesse ambiente, esforços burocráticos dificilmente vão contribuir." Disse Trump.
O controle de tráfego aéreo pode sair das mãos da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA). A proposta é uma nova empreitada do presidente do país, Donald Trump, que propõe a privatização do meio.

Em carta entregue ao congresso norte-americano, o mandatário critica o uso de “tecnologia dos anos 1960” e o uso de “facilidades operacionais ultrapassadas”. Ainda assim, porém, classifica o controle aéreo dos Estados Unidos como o “melhor do mundo”.

O projeto de Trump tem como objetivo entregar uma entidade de controle aéreo sem fins lucrativos que irá angariar fundos da iniciativa privada para investir em modernização, segurança e benfeitorias operacionais para todo o sistema. Ele pede a colaboração dos senadores para acelerar a aprovação o quanto antes.

Segundo o magnata, é necessária uma reforma, pois a tecnologia a usada pelos controladores não irá suportar a demanda esperada para as próximas duas décadas. “Sem atenção imediata para a compreensiva reforma do controle aéreo, a aviação irá congestionar e atrasar, o que já custa para a nossa economia mais de US$ 25 bilhões ao ano, e irá piorar e nossa economia vai sofrer muito mais”, avaliou em documento.

“A eficiência operacional de nosso espaço aéreo requer investimentos significativos em tecnologia em rápida evolução. Nesse ambiente, esforços burocráticos dificilmente vão contribuir. É por isso que todos os países industrializados, com exceção dos Estados Unidos e da França, separaram suas funções de controle de tráfego aéreo do governo”, continuou ele.

Trump ainda reprova os investimentos feitos pelo governo federal no programa de tecnologia Next Gen, o qual classifica como “ineficiente”. Na carta, classifica que interferência política, orçamento incerto e burocracia impediram o prosseguimento nos esforços de modernização. A ação inicial estava estimada em US$ 40 bilhões e, segundo ele, poderá custar US$ 80 bilhões aos cofres públicos.


Fonte: Panrotas

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