Egito confirma que caixa-preta de avião russo foi encontrada

Grupo teria agido em retaliação à intervenção russa na Síria, porém autoridades dizem que informação não é confiável
Foto feita no dia 20 de outubro mostra um Airbus A321 da companhia Kogalymavia, no aeroporto de Moscou (Foto: AP)
O Egito recuperou a caixa-preta do avião russo que caiu este sábado (31) na península do Sinai e no qual morreram todos os 224 ocupantes, confirmou o gabinete do primeiro-ministro.

"A caixa-preta (equipamento registra os dados de voo e as comunicações) foi recuperada na cauda do avião e foi enviada para ser analisada por especialistas", informou o gabinete do primeiro-ministro Sharif Ismail. Segundo o comunicado, até o momento 129 corpos foram levados para o necrotério do Cairo.
Familiares ficaram em estado de choque, buscando informações no aeroporto russo. (Foto: Reuters)
O avião, um Airbus A321-200 da companhia Kogalimavia (conhecida como Metrojet), decolou às 5h51 (1h51 no horário de Brasília) da região turística de Sharm el-Sheikh, no mar Vermelho, com destino a São Petesburgo, na Rússia, onde deveria aterrissar pouco depois do meio-dia local (7h de Brasília). A maioria dos passageiros era formada por turistas russos. As causas do acidente ainda são desconhecidas.

O órgão de aviação russo Rosaviatsiya afirmou, em nota oficial, que o avião deixou de fazer contato com o controle aéreo do Chipre 23 minutos após a decolagem e desapareceu do radar em seguida. Neste momento, o aparelho estava a 30 mil pés de altitude (9.144 m). O comandante do avião queixou-se de uma falha técnica nos equipamentos de comunicação.
Paramédicos egípcios transportam corpos das vítimas da queda do avião russo em aeronave militar. (Foto: AFP PHOTO / KHALED DESOUKI)
Estado Islâmico diz que derrubou; Rússia nega

Uma facção egípcia do grupo jihadista EI (Estado Islâmico) afirmou, via Twitter, ser responsável pela queda do avião. "Os soldados do Califado foram capazes de derrubar um avião russo na província do Sinai que transportava mais de 220 cruzados que foram todos mortos" (sic), afirma o grupo extremista em um comunicado publicado em suas contas no Twitter, indicando ter agido em retaliação à intervenção russa na Síria.

Minutos após a divulgação da informação, o ministro dos Transportes russo, Maxim Sokolov, declarou que o avião não poderia ter sido derrubado por um míssil disparado pelos jihadistas. "Essas informações não podem ser consideradas verdadeiras", disse à agência de notícias russa Interfax.

"Estamos em contato com nossos colegas do Egito e as suas autoridades de tráfego aéreo, e eles não têm nada que poderia confirmar tais afirmações", afirmou. 


Fonte: UOL (Com agências internacionais)

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