Frota brasileira da aviação geral cresce 3% de acordo com o Anuário da ABAG

"Durante a Coletiva de Imprensa da 12th LABACE os senhores Eduardo Marson Ferreira e Ricardo Nogueira, respectivamente presidente e vice-presidente da ABAG (Associação Brasileira de Aviação Geral), fizeram uma panorâmica sobre o perfil do evento, com números e estimativas sobre o mercado da aviação comercial no Brasil no último ano e perspectivas de mercado, além de ilustrar a participação dos expositores em números e importância a este importante evento da aviação geral."
Agnaldo Tavares

Dados apresentados durante a coletiva de imprensa em São Paulo revelam que a região sul foi que apresentou maior crescimento, 5,5%
Ao longo de 2014, a frota de aeronaves da aviação geral cresceu 3%, chegando a 15.120 aeronaves. Os dados fazem parte do Anuário Brasileiro de Aviação Geral 2015 lançado na quinta-feira(06) em São Paulo pela ABAG (Associação Brasileira de Aviação Geral). Como nos anos anteriores, o levantamento é divulgado poucos dias antes da abertura da Labace (Latin American Business Aviation Conference & Exhibition), que começa no próximo dia 11 no Aeroporto de Congonhas, e já é a feira de aviação executiva mais importante da América Latina.

De acordo com o anuário, a região do país que apresentou maior crescimento da frota de aeronaves foi o Sul, com 5,5%, seguido pelo Centro-Oeste com 5,1%. O Sudeste registrou o menor crescimento em número de aeronaves, ficando com 1,8% no ano passado em relação a 2013. Em todo país, foram incorporados à frota 197 novas aeronaves convencionais do serviço aéreo privado e, em termos de idade, a maioria das aeronaves (34%) tem de 21 a 40 anos de uso. Toda a frota do Brasil foi avaliada pelo estudo em 12,7 bilhões de dólares.

No que diz respeito ao número de operações – pousos e decolagens, o ano de 2014 registrou uma queda de 7% em relação ao ano anterior, com mais de 686 mil operações contra 739 mil do ano anterior. O registro leva em conta os 33 principais aeroportos do país e representam principalmente os voos de serviço privado, táxi aéreo e instrução. O chamado serviço aéreo privado responde por nada menos que 47% das operações em 2014.

O levantamento feito pela Abag para a produção do Anuário revela ainda que a maioria das operações é feita por helicópteros, 38%, embora as aeronaves convencionais representem 30%, os turboélices 14%, os jatos, 18% e os anfíbios 0,3%. Ao todo, as operações de 2014 conectaram 2.768 (sendo 1.810 aeródromos e 958 helipontos) aeródromos em todo o Brasil e no mundo, reiterando a importância econômica da aviação geral para o desenvolvimento do Brasil. Mais de 61% dos aeródromos conectados são de propriedade privada e dentre todos o que mais realizou pousos e decolagens para a aviação geral no ano passado foi o Campo de Marte, em São Paulo (SP).

Com cerca de 1.500 downloads da versão digital, o anuário tem distribuição gratuita e uma média anual de 10 mil leitores, tendo como público-alvo operadores e proprietários de aeronaves, a indústria da aviação - diretores e presidentes de empresas – e mais agências reguladoras e órgãos do governo. O anuário já está disponível para download em http://www.abag.org.br/anuario_aviacao/documents/Anuario_Brasileiro_Aviacao_Geral_2015.pdf


Matéria: Egom PR Agency
Fotos: Agnaldo Tavares

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