Aeroportos de Cascavel e Foz estão sem combustível para as aeronaves

Orientação é que aviões cheguem com combustível para seguir viagem. Bloqueios dos caminhoneiros nas rodovias afeta a distribuição do produto.
Os aeroportos de Cascavel e Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, estão sem combustível para abastecer as aeronaves. A falta do produto ocorre por conta dos protestos dos caminhoneiros nas rodovias do estado, que impedem o transporte do combustível. Os dois aeroportos atendem as regiões oeste e sudoeste do estado.

A orientação, nos dois aeroportos, é para que as aeronaves cheguem à cidade com combustível suficiente para seguirem viagem. Se alguma aeronave pousar sem reserva de combustível em Cascavel terá que permanecer na cidade até a normalização do abastecimento, segundo a Companhia de Engenharia de Transporte e Trânsito de Cascavel (Cettrans). Já na fronteira, o estoque que ainda resta será priorizado para abastecer voos comerciais.

Em Foz do Iguaçu, a orientação foi adotada ainda no domingo (22). Porém, na terça-feira (24), chegou a ser suspensa. Mas sem a garantia de que o produto chegue em quantidade suficiente, a Infraero decidiu novamente adotar a medida na quarta-feira (25). Em Cascavel, a orientação começou a ser feita nesta quinta-feira. 

Protestos em Cascavel
Caminhoneiros fecharam a BR-277, próximo ao Trevo Cataratas, desde as 8h desta quinta-feira. Além da Polícia Rodoviária Federal (PRF), homens da Força Nacional acompanharam a manifestação e o trânsito foi liberado no meio da tarde, mesmo assim os caminhoneiros queimaram pneus e derramaram parte de uma carga de soja na pista. De acordo com a PRF, três manifestantes foram presos por desobediência e levados para a Polícia Federal.

Por volta das 17h, os caminhoneiros saíram do Trevo Cataratas em carreata pela Avenida Brasil. Eles percorreram todo o Centro da cidade buzinando e o trânsito ficou lento.

Reflexos na indústria

Por causa dos protestos, frigoríficos da região estão paralisando os trabalhos. A C.Vale, que parou os abates nesta quinta-feira, informou por meio de nota, que vai retomar as atividades na sexta-feira (27), porque conseguiu embalagens emprestadas. O frigorífico deixou de abater 420 mil frangos e dispensou 2,6 mil funcionários nesta quinta.

A Copacol, em Cafelândia, e a Unitá, em Ubiratão, estão sem fazer o abate das aves desde quarta-feira (25). Na primeira, três mil trabalhadores por turno estão parados e 115 mil frangos deixaram de ser abatidos por dia. Na Unitá, o abate de 160 mil aves foi cancelado e 1,8 mil funcionários dispensados.


Fonte: G1 

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