Argentina pode comprar caças da China ou Rússia caso Reino Unido bloqueie a compra do Gripen NG

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Foto: Shimin / JETPHOTOS
Como foi informado recentemente pela imprensa, o Reino Unido pode exercer seu direito de bloquear a venda dos caças Gripen NG que a Argentina estaria interessada em negociar com o Brasil e a Sueca Saab. Cerca de 30% dos componentes do caça são fornecidas por empresas britânicas. Os ministros da Defesa da Argentina e do Brasil anunciaram no lançamento da aeronave de transporte Embraer KC-390, o início das conversações entre os dois países para a venda de 24 caça Gripen NG fabricados no Brasil para a Argentina, após a assinatura de uma "aliança estratégica para a indústria de aviação" de ambos os países.

O acordo está avaliado em cerca de 2,9 bilhões de dólares, seria uma iniciativa direta do Ministério da Defesa do Brasil e não da Saab, a fabricante original do Gripen, confirmou que não havia feito nenhuma ação comercial direta para a venda de novas aeronaves ou revenda para a Argentina, precisamente porque haveria uma possibilidade de o bloqueio britânico. Na verdade, a fabricante brasileira Embraer, principal parceiro da Saab no Brasil para fabricar aviões, temia que as medidas que o Reino Unido poderia tomar contra a Argentina prejudicando negócios futuros.

Esta medida seria um duro golpe para a Argentina, que procura outra maneira de adquirir um caça para equipar sua força aérea, substituindo os veteranos Mirage. Diversas negociações de tentar adquirir aeronaves de combate foram bloqueadas pelo Reino Unido, como os caças Dassault F-1 Mirage da Força Aérea Espanhola, Mirage 2000 franceses de segunda-mão ou Kfir Block 60 reconstruído pela Israel Aerospace Industries. As razões pelas quais nenhum desses acordos foram finalizados seria mais focado na disponibilidade financeira da Argentina e das questões de direitos e licenças comerciais. Os F-1 Mirage espanhóis precisavam ter uma certificação que a França exigiu, com a intenção de tornar mais atraente a oferta de seus Mirage 2000. A proposta do Kfir não teria tido o apoio do governo suficiente para avançar nas negociações. 

Caso não consiga adquirir os Gripen, a Argentina não descarta a possibilidade de adquirir caças fabricados pela Rússia ou a China, uma vez que estes não estariam sujeitos a qualquer falha de bloqueio ou de mercado, apesar da Força Aérea estar interessada na fabricação de aeronaves ocidentais. Entre as opções disponíveis que poderiam ter sido selecionados seria: O FC-1/JF-17 fabricado por empresas da China e Paquistão. Por ocasião do Paris Air Show do ano passado, a Argentina recebeu uma oferta oficial para a fabricação dessas aeronaves sob licença em território nacional, especificamente pela FAdeA. 
Foto: André Austin Du-Pont Rocha (Mexico Air Spotters M.A.S.)
A colaboração com a China já se concretizou com a fabricação do CZ-11 Pampero, que é a versão Argentina do Changhe Z-11(por sua vez baseado no design do Ecureil da Eurocopter, agora Airbus Helicopters). Também hoje a China é o segundo maior parceiro comercial da Argentina. Além disso, tem a opção da Rússia, o que poderia ser adquirido qualquer aeronave de combate da família Flanker da Sukhoi, que já estão em serviço na América Latina, especificamente os Sukhoi Su-30 MK2 operado pela Força Aérea Bolivariana (Venezuela), que no caso da Argentina pode ser adquirido até mesmo utilizando matérias-primas ou produtos alimentares como uma opção de pagamento que teria o aval da Rússia e já utilizado anteriormente em outras operações deste tipo.


Fonte: Defensa
Tradução: Aero Latina

Comentários

Anônimo disse…
E assim, nasce a segunda Venezuela via a famigerada estratégia ocidental de yanques e anglicanos. Oxalá que a Caloteira Argentina assim faça, pois, iria, por tabela ajudar e muito a nossa Nação Tupiniquim,verdadeira Anã Política, cuja diplomacia do Itamaraty precisa "desarnar" e depois, baixar a bola e aprender mais sobre política latino-americana para não se torna a otária da vez...

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