Utilização de empresas especializadas em ground handling service pode reduzir os custos em 50% para aéreas

Custo anual de R$ 2 bi poderia cair pela metade com mais participação das Esatas, hoje presentes em 70% das operações no país
Foto: Executive Air
A partir dos dados levantados para a composição do 1.° Anuário Brasileiro de Serviços Auxiliares do Transportes Aéreos, o segmento está fazendo uma ampla campanha para mostrar às companhias aéreas e aos operadores de aeródromos o quanto podem reduzir os custos com a transferência dos serviços em terra para as chamadas Esatas (empresas de serviços auxiliares de transporte aéreo).

“Com o apoio das Esatas, o gasto anual de R$ 2 bi pode cair para R$ 1 bi, tornando o custo operacional menor e viabilizando a maior penetração e popularização do transporte aéreo”, disse Ricardo Miguel, presidente da Abesata (Associação Brasileira de Empresas Auxiliares de Transporte Aéreo). Segundo ele, ao delegar a uma empresa especializada a prestação de serviços como transporte de bagagem, check in, limpeza de aeronaves, entre outros, a companhia aérea economiza porque deixar de investir em pessoal e equipamentos, passando a arcar somente com os custos daquele tempo e serviço que realmente precisa. O presidente da Abesata complementa ainda que o gerenciamento da segurança do voo também aumenta, pois a empresa de serviço aéreo público concentra sua atenção inteiramente ao seu objetivo fim: aeronaves, pilotos e comissários. E a atividade fim das Esatas são seus recursos humanos e equipamentos de solo.

“Atualmente, uma companhia aérea estrangeira com um voo por dia para o Brasil, a decisão de deixar o ground handling com uma empresa especializada é comum, para as outras, com mais voos, nem sempre”, disse Miguel. Mas quando a companhia aérea internacional ou doméstica faz as contas da economia a médio prazo, percebe que pode fazer os custos de solo, estimado hoje em 9% de toda operação, caírem pela metade, ajudando a reduzir o custo operacional.

Os serviços auxiliares movimentam 3,2 bilhões de reais ao ano, mas é pouco conhecido. A Associação nasceu no fim do ano passado, justamente para dar visibilidade, credibilidade e reconhecimento ao segmento de ground handling service que conta hoje com 211 empresas em todo país, envolvidas em 70% das operações em solo.

Saiba mais sobre a Abesata

Com oito sócios, a nova entidade busca a representatividade de um segmento que é essencial para a aviação no país. Juntas, representam 80% do mercado nacional. As empresas associadas são Orbital, ProAir, RM, Swissport, Vit Solo, InSolo, RP AATA e TriStar. Mais informações em www.abesata.org


Fonte: Egom Assessoria de Imprensa

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