Voo MH17: Destroços e corpos são encontrados no leste da Ucrânia

Avião que caiu é semelhante a esta aeronave. Joe Pries/AP

Dezenas de corpos estavam espalhados ao redor dos destroços ainda em chamas de um avião de passageiros da Malaysia Airlines que caiu no leste da Ucrânia nesta quinta-feira (17), constatou um repórter da Reuters no local.



Um funcionário dos serviços de emergência disse que pelo menos 100 corpos tinham sido encontrados até o momento no local, perto do vilarejo de Grabovo, e pedaços de corpos estavam espalhados por até 15 km.

Partes quebradas das asas estavam marcadas com tinta azul e vermelha, as cores do emblema da Malaysian Airlines, que perdeu o contato com o voo MH17, que ia de Amsterdã para Kuala Lumpur, levando quase 300 pessoas.
Voo ia de Amsterdã (Holanda) para Kuala Lumpur (Malásia). (Arte UOL)
O Ministério do Interior ucraniano atribuiu a queda da aeronave, um Boeing 777, a "um míssil disparado do solo". O primeiro-ministro do país, Arseni Yatseniuk, ordenou uma imediata investigação do que chamou de "catástrofe".

Segundo o governo ucraniano, todos a bordo morreram.

O avião estava a 10 mil metros quando teria sido atingido. O voo teria duração de 11h55 minutos e percorreria uma distância de 10,2 mil quilômetros.

Não está claro que relação a queda do avião tem com o atual conflito entre forças ucranianas e forças separatistas pró-Rússia na região.

O Ministério da Defesa da Malásia divulgou que, até o momento, não tem confirmações de que o avião foi abatido e que está investigando o acidente.

A Boeing informou que está ciente dos relatos da imprensa e que está coletando informação. "Nossos pensamentos e orações está com aqueles a bordo do avião da Malaysia Airlines perdido sobre o espaço aéreo ucraniano, bem como com suas famílias e seus entes queridos", disse nota da empresa.

Rebeldes separatistas da região leste da Ucrânia, onde o avião caiu, negaram qualquer envolvimento.

"Nós simplesmente não temos esse sistema de defesa aérea", de acordo com a agência Interfax. (Com as agências internacionais)


Fonte: UOL Notícias

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