Copa 2014: Final no Brasil teve o dobro de movimento aéreo registrado na África do Sul

Balanço consolidado do CGNA confirma recorde histórico de movimento aéreo no Rio de Janeiro
Aeronaves estacionadas no Galeão  Sgt Johnson Barros / Agência Força Aérea

A cidade do Rio de Janeiro bateu o recorde histórico nessa segunda-feira(14/7) com o registro de 1.731 movimentos aéreos nos seus três aeroportos. Para se ter uma ideia, em 2010, no dia seguinte à final entre Holanda e Espanha, a cidade de Joanesburgo registrou 807 pousos e decolagens em seus aeroportos.

Só o Galeão teve 880 movimentos, o dobro da média do período e uma nova marca para o aeroporto. Foram 442 voos de companhias aéreas, 89 charter (fretamentos), 321 de aviação geral (aeronaves particulares e de táxi aéreo) e 28 militares, que inclui aeronaves das comitivas dos Chefes de Estado. O recorde anterior do Galeão era de 715 aeronaves e foi registrado no encerramento dos Jogos Pan-Americanos.

O Santos Dumont registrou 518 movimentos aéreos e o aeroporto de Jacarepaguá fechou com 333 movimentos, 29% e 11% acima da média, respectivamente.

Durante a realização do jogo entre Alemanha e Argentina, 312 aeronaves permaneceram nos pátios de estacionamento no Galeão. O fluxo aéreo aumentou após às 22 horas, quando aumentou o número de decolagens. A partir das 23 horas, a torre de controle autorizou até 52 partidas por hora, com o uso simultâneo das duas pistas. O Destacamento de Controle de Tráfego Aéreo do Galeão trabalhou com 30 controladores ao mesmo tempo, além de ter havido reforço nas equipes de meteorologia e de informações aeronáuticas, responsáveis pelo recebimento de planos de voo. 

A elevação do fluxo durou mais de 24 horas  Sgt Johnson Barros / Agência Força Aérea

Apesar disso, a capacidade máxima não foi atingida, garante o Coronel Ary Bertolino, Chefe do Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA). "Estávamos preparados até com uma força maior que o necessário", disse. O planejamento incluía a possibilidade de uma final com a seleção brasileira, o que aumentaria o fluxo de aeronaves. "Em todos os jogos do Brasil a demanda era gigantesca. No jogo do Brasil a gente recebida demandas de até 100 voos a mais do que jogos de outras seleções", explicou. O treinamento previa até 60 decolagens por hora.

Finalizada a Copa do Mundo, a na próxima semana, o Departamento de Controle do Espaço (DECEA) inicia o planejamento para os Jogos Olímpicos de 2016. O evento deve reunir mais de 10 mil atletas de cerca de 200 países, além de centenas de milhares de torcedores. Diferentemente da Copa, todo esse movimento será concentrado na cidade do Rio de Janeiro.

Jogos do Brasil levaram a recordes

As equipes de controlares foram duplicadas  Sgt Johnson Barros / Agência Força Aérea

Durante toda a Copa do Mundo, os jogos do Brasil registraram os picos do tráfego aéreo. No dia 23 de junho, quando a seleção venceu Camarões em Brasília, a Capital Federal registrou 619 pousos e decolagens, um recorde local. Em 4 de julho, dia da partida com a Colômbia, foram 362 movimentos em Fortaleza, 69% a mais que a média.

Em 8 de julho, na semifinal Brasil e Alemanha, os aeroportos de Belo Horizonte registraram 767 movimentos aéreos, outra marca inédita. A outra semifinal, entre Argentina e Holanda, registrou em São Paulo 1.564 movimentos, o que superou a decisão na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, e se mantêm como o maior movimento aéreo durante a Copa de 2014, podendo ser superado hoje após o cômputo final dos voos no Rio de Janeiro.


Fonte: Agência da Força Aérea

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