Celso Amorim, divulgará vencedor do FX-2

EUA, França e Suécia disputam reaparelhamento da Aeronáutica.
Ministro da Defesa, Celso Amorim, divulgará vencedor da concorrência.

A presidente Dilma Rousseff afirmou, durante almoço de confraternização de fim ano com oficiais das Forças Armadas, que determinou ao ministro da Defesa, Celso Amorim, que anuncie nesta quarta-feira (18) a decisão sobre a compra de caças para a Aeronáutica.
"Eu gostaria de dar aqui a informação, digamos assim, inaugural, e informar que eu instruí o ministro da Defesa, Celso Amorim, a anunciar hoje a decisão quanto à compra do FX e quanto à parceria que nós iremos fazer para o FX-2", declarou.

A assessoria do Ministério da Defesa informou que o ministro Amorim e o brigadeiro Juniti Saito, comandante da Aeronáutica, anunciarão em entrevista coletiva, às 17h desta quarta, o resultado da concorrência para a aquisição de aviões de caça para a FAB no âmbito do programa FX-2.

O projeto de compra e transferência de tecnologia chamado FX-2 foi lançado em 2008. O custo estimado no mercado é de até US$ 6,5 bilhões. Os novos aviões substituirão os Mirage, cuja aposentadoria está prevista para o próximo dia 31.O programa
Iniciado em 1998 no governo Fernando Henrique Cardoso, o projeto FX previa a compra de 12 supersônicos com a transferência de tecnologia do fabricante para a Força Aérea Brasileira (FAB), que culminaria em um total de 120 unidades fabricadas no Brasil. Devia ser assinado até 2004, quando terminava a validade das propostas. Mas a decisão foi adiada para o governo Luiz Inácio Lula da Silva, que, no lugar do FX, lançou o programa FX-2.

Em 2009, Brasil e França chegaram a anunciar a compra dos caças Rafale, da francesa Dassault. Depois, o governo brasileiro voltou atrás. Além dos aviões franceses, estão na disputa outros dois caças: o F-18 Super Hornet, da norte-americana Boeing, e o Gripen, da sueca Saab.

O programa FX-2 prevê a compra de 36 aeronaves de combate, domínio do sistema de armas, parcerias com empresas brasileiras, acordos de cooperação técnico-operacional e a transferência de tecnologia para que o Brasil ganhe condições de produzir pelo menos parte do avião no país.


Fonte: G1

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