Acordo nos EUA deve criar maior companhia aérea do mundo

Para Departamento de Justiça, empresas deverão desfazer-se de vários terminais em alguns dos aeroportos mais movimentados dos EUA para companhias de baixo custo
Jato da American Airlines decola atrás de dois aviões da US Airways no Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Arlington
Jato da American Airlines decola atrás de aviões da US Airways no Aeroporto Nacional Ronald Reagan: no aeroporto, companhia formada controlaria 69% de vagas para pousos e decolagens. (Win McNamee/Getty Images)

Washington - O Departamento de Justiça (DoJ) dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira, 12, um acordo que permitirá a fusão entre a AMR Corp., controladora da American Airlines, e a US Airways.


O acordo deverá levar à criação da maior companhia aérea do mundo.

Segundo o DoJ, as duas empresas deverão desfazer-se de vários terminais em alguns dos aeroportos mais movimentados dos EUA, entre eles Logan International (Boston), O'Hare International (Chicago), Dallas Love Field, Los Angeles International, Miami International, New York La Guardia e Washington National Ronald Reagan, para companhias de baixo custo.

Conforme o secretário da Justiça, Eric Holder, "esse acordo tem o potencial de mudar o cenário da indústria de aviação". "Ao garantir uma presença maior para empresas de baixo custo em aeroportos norte-americanos importantes, esse acordo assegura que os passageiros das companhias aéreas verão mais concorrência nas rotas sem escalas e de conexão em todo o país."

Os procuradores-gerais de seis Estados americanos - Arizona, Flórida, Pensilvânia, Michigan, Tennessee e Virgínia - também aprovaram o acordo, apresentado ao Tribunal Federal do Distrito de Columbia, em Washington. Eles e o DoJ iniciaram um processo judicial contra a fusão em agosto, argumentando que ela reduziria a concorrência em mercados locais de todo o país e resultaria em aumentos de tarifas para os consumidores.

No aeroporto nacional Ronald Reagan, na capital dos EUA, a companhia a ser formada com a fusão controlaria 69% das vagas para pousos e decolagens, o que impediria, na prática, a entrada ou a expansão de outras empresas.

Fonte: Dow Jones Newswires via Exame

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