DEFESA: Indústria Aeronáutica Brasileira completa 78 Anos


T-27 Tucano - Aeronave usada no treinamento de cadetes do 4º Anos de instrução na Academia da Força Aérea em Pirassununga-SP

A Indústria Aeronáutica Brasileira completa nesta quinta-feira (17/10) 78 anos do marco inicial do seu surgimento, em 17 de outubro de 1935. Foi nessa data que aconteceu o voo inaugural do M-7, o primeiro avião de projeto nacional a ser produzido por uma fábrica brasileira. E, de lá para cá, a indústria cresceu e, atualmente, fabrica aeronaves utilizadas em todo o mundo.

M-7, o primeiro avião de fabricação nacional. (Musal)

Um dos exemplos do desenvolvimento contínuo da industrial nacional é o mais novo avião que está sendo fabricado no país, o KC-390. A aeronave está em fase de construção do protótipo. O voo inaugural deve ocorrer no segundo semestre do ano que vem. Depois, virá a produção em série. Um dos itens que torna o KC-390 um projeto moderno é o sistema onde o controle da aeronave é feito por softwares. Ele vai ser utilizado para cumprir diferentes missões como busca e resgate, lançamento de carga e tropas, evacuação aeromédica, combate a incêndios florestais e reabastecimento em voo. A capacidade é para transportar até 80 soldados ou uma carga máxima de 23 toneladas. 

KC-390, o mais novo avião que está sendo fabricado no país.

Já o mais bem sucedido avião produzido no Brasil é o A -29 Super Tucano. Esse, inclusive, é o primeiro avião fabricado fora dos Estados Unidos a ser utilizado pela Força Aérea Americana. A aeronave também já foi exportada para mais oito países. No Brasil, o avião é utilizado em missões de vigilância em regiões de fronteira. O Super Tucano cumpre o requisito da FAB de um caça de baixo custo operacional ideal para interceptar aeronaves de pequeno porte que tentassem sobrevoar o país sem autorização, além de servir de treinador para os pilotos de caça da Força Aérea Brasileira .

De acordo com o comandante do Comando-Geral de Apoio da Aeronáutica (COMGAP), Tenente-Brigadeiro Hélio Paes de Barros Júnior, o desenvolvimento da indústria aeronáutica faz parte do desenvolvimento da defesa do país.


A-29 Super Tucano - Aeronave de Ataque leve, usado na instrução de pilotos de caça da FAB, atualmente está em fase de implementação na Esquadrilha da Fumaça.

"O desenvolvimento industrial, em especial da Indústria de Defesa do Brasil, possibilita alavancar tanto a Força Aérea como as demais Forças Armadas, no sentido de internar, dentro do País, uma capacidade que seria impossível de atingir sem o desenvolvimento da indústria nacional. Com isso, alcançamos duas conquistas: nos capacitamos para ter uma verdadeira mobilização nacional, caso estejamos numa situação de conflito, como também é uma forma bastante produtiva de gerar empregos e fazer com que o desenvolvimento tecnológico possa prosperar”, conclui o oficial-general.

Fonte: Agência Força Aérea

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