Alunos do ITA vencem competição de foguetes nos EUA

Os brasileiros competiram com representantes de 25 universidades de todo o mundo

Os estudantes precisaram projetar e lançar um foguete com precisão Foto: Divulgação
Os estudantes precisaram projetar e lançar um foguete com precisão (Foto: Divulgação)
Estudantes do Instituto Tecnológica de Aeronáutica (ITA) conquistaram o prêmio de melhor projeto na competição mundial de foguetes universitários, a Intercollegiate Rocket Engineering Competition (Irec). O torneio na cidade de Green River, no Estado americano de Utah, reuniu alunos de 25 universidades dos Estados Unidos, Canadá, Índia e Turquia, além do Brasil

O objetivo da competição é projetar e construir um foguete de sondagem e lançá-lo com o máximo de precisão e tecnologia. Os competidores, que concluíram as provas no dia 22 de junho, foram avaliados por engenheiros da Nasa, SpaceX, entre outros especialistas.

A Irec possui duas categorias. Na básica, o foguete deve atingir, com a maior precisão possível, a altitude de pico de 10 mil pés (3 quilômetros, aproximadamente). Já na avançada, deve atingir 25 mil pés (7,5 quilômetros). Além disso, os veículos devem levar uma carga útil de 4,5 quilos e, após o voo, ser recuperados em segurança no solo, por meio de um sistema de paraquedas.

Os dois times que atingem a maior pontuação em cada módulo ganham bônus em dinheiro e um troféu, além do prêmio "Jim Furfaro Award for Technical Excellence" para o projeto de maior destaque, que esse ano foi conquistado pelos brasileiros.

A elaboração do projeto vencedor teve duração de dez meses e custo aproximado de R$ 60 mil. O foguete pesava cerca de 18 quilos, tinha 2 metros de comprimento e foi batizado de Dumont, em homenagem ao inventor brasileiro pioneiro da aviação, Santos Dumont.

Equipe de alunos do ITA venceu competição de foguetes nos EUA Foto: Divulgação
Equipe de alunos do ITA venceu competição de foguetes nos EUA (Foto: Divulgação)
Para o astrônomo João Batista Canalle, eventos como esse surgem para incentivar universitários e pós-graduados a mostrarem seus trabalhos no Brasil e no exterior. "Estamos com um déficit na área de ciências espaciais. Precisamos de mais profissionais e pesquisadores. Porém, é necessário um considerável aumento no investimento e a criação de parcerias público-privadas. O resultado será mais projetos tecnológicos, incubadoras de empresas e competições científicas", disse Canalle, que é coordenador da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).

Fonte: Terra

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