FX-2: EUA continuam investindo no "lobby" para vender caças ao Brasil

Mesmo sem nenhum incentivo do governo brasileiro, os Estados Unidos continuam no lobby para tentar vender os caças F18 Super Hornet.


Brasília - Mesmo sem nenhum incentivo do governo brasileiro, os Estados Unidos continuam no lobby para tentar vender os caças F18 Super Hornet. Em visita ao Brasil, o encarregado de assuntos político-militares do Departamento de Estado americano, Tom Kelly, revelou nesta segunda-feira que tema entrará na pauta das conversas que terá nestas terça, 4, e quarta-feira, 5, em Brasília.

"O governo brasileiro está em um processo interno muito detalhado e respeitamos isso. Mas esperamos poder conversas com as autoridades que irão nos receber sobre esse assunto. Temos confiança de que nossa oferta tem o melhor preço, a melhor tecnologia e pode trazer o milhares de empregos ao Brasil", afirmou.

O tema é recorrente em todas as visitas ao Brasil de funcionários graduados do governo americano e também de parlamentares. Kelly reforçou que a maior restrição do governo brasileiro aos caças da Boeing, a dificuldade americana em fazer transferência de tecnologia militar, estaria superado.


Piloto representando a Boeing desfilou segurando a bandeira do Brasil após sua demonstração, durante o evento que se comemorou os 60 Anos da Esquadrilha da Fumaça, na Academia da Força Aérea em 2012.

"Apresentamos cartas dos líderes democratas e republicanos no Congresso garantindo que a transferência seria aprovada. Isso é raro de acontecer, mas entendeu-se que era um caso importante", afirmou.

As garantias americanas, no entanto, não influenciaram o andamento do projeto, parado há dois anos. Em seu primeiro ano de governo, a presidente Dilma Rousseff anunciou que a compra, avaliada em US$ 1 bilhão, estava suspensa até segunda ordem por causa da crise econômica.

A compra dos caças, quase decidida em 2010, foi deixada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que sua sucessora tomasse a decisão final - a simpatia inicial de Lula era pela compra dos caças franceses Rafale. Dilma, ao contrário, teria simpatia pelo projeto americano, mas cobra a transferência de tecnologia.


 
Fonte: EXAME

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