Transtornos em série fazem voo da Avianca durar 7 horas


Uma sucessão de problemas fez um grupo de passageiros ficar sete horas em um avião da Avianca anteontem. O voo, entre Natal e Brasília, deveria ter durado três horas, das 15h30 às 18h30.

Mas uma chuva no final da tarde fechou o aeroporto, o que fez o avião, um Airbus A319 para 132 passageiros, ficar circulando sobre Brasília por quase uma hora à espera de que o tempo melhorasse.

"O comandante avisou que tinha combustível para mais 50 minutos, mas sobrevoou Brasília por mais tempo que isso. Fiquei preocupada", disse a passageira Ana Lílian Souza, 42, servidora pública.

Os primeiros aviões a desviar de Brasília pousaram em Goiânia, mas o estacionamento de aeronaves logo lotou.

Como a chuva não parou, o comandante verificou o combustível restante e, preocupado, decidiu pousar na base militar de Anápolis (GO). Segundo Ana Lílian, a iniciativa não foi anunciada aos passageiros.

PROBLEMAS

A aeronave aterrissou, mas aí veio outro problema: como se trata de uma base militar, não havia terminal para abrigar passageiros, tampouco escada para tirá-los do avião.

Segundo a Aeronáutica e a Avianca, não houve risco aos passageiros porque o avião conseguiu pousar sem usar a reserva de combustível. Se usasse a reserva, o piloto teria que declarar emergência, pelas normas de aviação.

Os passageiros ficaram dentro da aeronave à espera que o Airbus reabastecesse e seguisse para Brasília, àquela altura (22h) já aberto.

Só que não havia na base militar caminhões de abastecimento com os quais a Avianca tem contrato. Foi necessário esperar até que um caminhão fosse até a base.

Por volta das 23h, o avião enfim foi abastecido e seguiu viagem para Brasília.

Também em razão da chuva, outro avião da Avianca teve que pousar em Anápolis.

"Problemas acontecem. Mas me pareceu desorganização da empresa. Não tinha água e os banheiros estavam complicados. O voo estava lotado e tinha muita criança. Senti falta de mais informações", disse Ana Lílian.

A Aeronáutica afirma que o uso da base foi excepcional. A Avianca disse que o pouso se deu em segurança. Os transtornos, disse, decorreram do fechamento do aeroporto de Brasília --e da necessidade de usar a base militar.


Fonte: Folha 

Comentários

Anônimo disse…
Problemas da empresa? Com essa infraestrutura lamentável dos Aeroportos brasileiros, não se tem condições nem de usar os aeroportos de alternativa porque os mesmo não tem pátio suficiente e a culpa ainda é da empresa. Se o tempo fica ruim, o avião fica no chão porque o aeroporto não tem instrumentos tecnológicos, ai vão la e culpam a empresa. Com uma infraestrutura é precária e as taxas aeroportuárias cada vez maiores, tem como o senário ser diferente?

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